Olá, Amigos.
Quem acompanha a luta pela preservação da Praia Grossa e da Ponta do Cabeço sabe que um dos nossos motes sempre foi “A Praia Grossa é Nossa”. Em meio as nossas conversas e discussões, alguns perguntavam, “mas, nossa, de quem”? Por acaso não existem proprietários daquelas áreas? Aqui vai a resposta...
A PRAIA GROSSA É NOSSA (ASSIM COMO A PONTA DO CABEÇO), porque ela é de todos no sentido de que faz parte do nosso MEIO AMBIENTE NATURAL, protegido Constitucionalmente. A PRAIA GROSSA É NOSSA porque nela a Mata Atlântica está em estágio avançado de regeneração. A PRAIA GROSSA É NOSSA, e deve ser nossa, porque lá é reduto de espécies ameaçadas de extinção, risco que afeta esse próprio bioma (a Mata Atlântica que resta no Brasil corresponde a apenas 8,5% da vegetação original, e com isso, todos os seres que vivem nesse espaço correm risco de extinção). A PRAIA GROSSA É NOSSA, E DEVERIA SER O ORGULHO DE ITAPEMA, porque lá foi localizada uma espécie de peixe nova para a ciência.
Na PRAIA GROSSA E NA PONTA DO CABEÇO vive a Maria da Restinga, espécie ameaçada de extinção que clama para que o seu meio ambiente seja preservado, procurando fazer entender que, por direito natural, ninguém poderia retirar o seu habitat. É a Maria da Restinga que está na nossa faixa, pedindo a sua ajuda e dizendo que a PRAIA GROSSA é dela, assim como a PONTA do CABEÇO!
Dessa forma, se juridicamente ela não é nossa - dos ambientalistas ou do poder público -, ela é NOSSA enquanto natureza, enquanto meio ambiente criado pela Força Divina para que, naturalmente, o homem e os animais possam conviver em harmonia. Por que não compatibilizar a nossa ocupação (humana) com a preservação da vida que há naquele local? É essa a pergunta que pode e deve reorientar a ocupação da Praia Grossa e da Ponta do Cabeço.
Aos nossos Vereadores, ao Poder Executivo e aos empreendedores que pretendem instalar condomínios e hotéis no local, os quais são os proprietários da área pelo direito dos homens, perguntamos: Se todos estão preocupados com geração de emprego, turismo, desenvolvimento do Município, por que não trabalhar em um projeto de ocupação que permita a exploração econômica, criando-se o Monumento Natural como pretendemos? Por que não fazem um projeto, considerando-se a nossa obrigação moral e existencial de preservação e respeito pelas demais espécies, utilizando o Monumento de forma que toda a sociedade ganhe com isso? Inspirem-se no Parque Unipraias, de Balneário Camboriú, e em todos os outros existentes! TAMBÉM É POSSÍVEL GANHAR ECONOMICAMENTE COM A VISITAÇÃO DO NOSSO MONUMENTO NATURAL. Há diversas possibilidades, a serem trabalhadas na elaboração do nosso Plano de Manejo, após a aprovação da criação do nosso Monumento, basta visão estratégica e vontade política.
Se o condomínio não é a melhor opção, porque os ambientalistas e a sociedade de Itapema não o querem, e porque a lei veda a supressão da vegetação do local - como analisou o Ministério Público -, é hora de repensar a ocupação. Por que não agradando a todos? Façamos um pacto pela preservação e pelo bem do Município de Itapema, respeitando o direito dos proprietários da área – é isso o que queremos, e é por isso que estamos lutando, basta analisar o nosso projeto com respeito e sinceridade, é só o que estamos pedindo (...).
Não esqueçam, jamais, que com o nosso Monumento Natural os atuais proprietários não precisam sair da área, necessariamente, isso depende das limitações e da forma como decidiremos preservar o local (isso está claro na lei que cria as Unidades de Conservação no Brasil, a Lei 9.985/2000, no § 1º do art. 12, assim como na Justificativa do nosso Projeto de Lei).
Todos podem ganhar com a aprovação do nosso Projeto: o Município, com o turismo ecológico; a sociedade, com a educação ambiental; os proprietários e a FAACI, que poderiam dividir a renda com a exploração econômica do local; o Poder Executivo e o Poder Legislativo, por possibilitarem a preservação do nosso maior patrimônio natural, o que trará inúmeros turistas e elevará o patamar do nosso Município, internacionalmente, preservando o mar e o verde ainda existente.
É disso que estamos falando. ESPERAMOS QUE OS NOSSOS VEREADORES SEJAM SENSÍVEIS AOS NOSSOS ARGUMENTOS. Não somos de falácias e podemos comprovar tudo o que dissemos, legalmente. O argumento da impossibilidade de indenizações não convence mais, senhores. O Monumento Natural permite a coexistência do domínio público e privado – por isso optamos por esse tipo de Unidade de Conservação, e, dessa forma, todos podem ganhar, só depende da nossa vontade e do Plano de Manejo a ser criado após a aprovação da nossa lei. É essa a realidade jurídica, política e social a ser analisada!
Acompanhem as nossas postagens, aqui pelo FACEBOOK e também pelo nosso blog: http://www.praiagrossaitapema.blogspot.com.br/
** Compartilhem e divulguem a nossa causa! Já ultrapassamos o número mínimo de assinaturas. Estamos na fase final de coleta e conferência das assinaturas. Assim que acabar o recesso da Câmara de Vereadores o nosso Projeto de Lei de Iniciativa Popular será apresentado. Acompanhem a tramitação e a posição dos nossos Vereadores.
Nenhum comentário:
Postar um comentário